segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Originalidade (texto presente em A World Book of Values)

Muito feliz por ter recebido o livro “A World Book of Values”, do qual fui uma dos 254 coautores, oriundos de 28 países, aproveito para postar, agora na língua pátria, minha humilde contribuição para a sua existência. 
   
Originalidade

Visto que não há no mundo duas pessoas iguais, podemos dizer que a originalidade é um valor intrínseco ao ser humano. Mais que isso: é original tudo o que é vivo! Desta forma, não há como fugir da originalidade, ainda que não se tenha tomado plena consciência de sua presença em nossas vidas.
Assumir a originalidade como valor, porém, demanda atenção e reflexão de nossa parte. Refletindo sobre ela Schopenhauer[1] nos diz: “Para as nossas ações e omissões, não é preciso tomar ninguém como modelo, visto que as situações, as circunstâncias e as relações nunca são as mesmas e porque a diversidade de caráter também confere um colorido diverso a cada ação. Desse modo, duo cum faciunt idem, non est idem (quando duas pessoas fazem o mesmo, não é o mesmo). Após ponderação madura e raciocínio sério, temos de agir segundo o nosso caráter. Portanto, também em termos práticos, a originalidade é indispensável; caso contrário, o que se faz não combina com o que se é”.
Esse é o passo fundamental na prática da originalidade: ser quem você é. Nada mais, nada menos.  Em sua vida, você tem algo novo a fazer, não a repetir, ou a perpetuar o que já foi feito.
Assim, a originalidade começa ao se colocar um novo olhar sobre as coisas e vê-las como jamais foram vistas. Começa em aprendermos a manter viva dentro de nós a nossa criança sagrada e eterna. A partir dessa nova visão, que nossa criança interna sustenta, surge a possibilidade da criação.
Não é preciso criar algo nunca antes pensado para ser original, porém.  Fazer das velhas coisas e dos velhos padrões o novo é o cerne da originalidade. Pode-se aprender o fazer com o mestre, mas o verdadeiro gênio manifesta-se ao supera-lo.  O discípulo que supera o mestre, confirmando a sua originalidade, é aquele que mantém a postura e a humildade do eterno aprendiz, reconhecendo “Ainda estou aprendendo”, e continua, assim, a crescer e a entregar sua originalidade em cada ação, em cada resultado.
Resumindo: somos todos originais. A originalidade é um dom e nós o recebemos ao nascer. Disponibilizar ao mundo esse dom, entregar a ele toda a nossa originalidade, assumindo-a como um valor, é a jornada de uma vida. Uma jornada que todos podemos abraçar. Percorrer essa jornada com confiança e destreza depende de ampliarmos nossa capacidade de ver com novos olhos, de ouvir com novos ouvidos e de acolher – com alegria e respeito próprio - nossa combinação única de talentos e desafios. Percorrer essa jornada, dia a dia, leva-nos a alcançar e a apresentar novas respostas, não apenas a novas, mas também a velhas perguntas.

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[1] Arthur Schopenhauer – Aforismos para a Sabedoria de Vida.





A World Book of Values” não é apenas um livro: cada letra, cada palavra faz parte do sonho coletivo de adultos que continuam a sonhar. É a expressão de centenas de colaboradores que acreditam em um mundo melhor, com ideias valiosas para o seu futuro.
É um projeto mundial que suporta o movimento mundial de transformação nesta "era da consciência". Um instrumento de inspiração para nossas vidas diárias: onde os valores são vividos, a felicidade acontece e a realização é sem limites.

Quando você acredita em algo, você pode vê-lo e criá-lo.

domingo, 5 de janeiro de 2014

Pessoas e empresas que (realmente) fazem a diferença - II

“Fazer a diferença” tem sido um termo muito usado ultimamente por pessoas e empresas.

É comum ouvir profissionais afirmando que querem “fazer a diferença” em seus ambientes de trabalho e ouvir empresas apregoando que “fazem a diferença” no contexto em que se inserem. Porque vivemos em um mundo globalizado, é muito comum também ouvir de empresas (especialmente as de Internet), que querem “fazer a diferença no mundo”.



Mas o que é que significa “fazer a diferença”, afinal?

Andamos tão atolados no corre-corre diário que muitas vezes deixamos de “fazer a diferença” para alguém que está ao nosso lado, na rua, na empresa, no shopping, na vizinhança, e nos interessamos em “fazer a diferença” para aqueles que estão a alguns milhares de quilômetros e a quem provavelmente jamais veremos pessoalmente.

Eu acredito que “fazer a diferença” é mais simples do que muitas vezes somos levados a crer. De certa forma, quando Gandhi disse “seja você mesmo a mudança que deseja ver no mundo” ele nos deu uma pista, que eu entendo assim:

1 - “fazer a diferença” é deixar de cuidar apenas de nossos próprios interesses e passar a cuidar também do bem comum. Veja que não é para deixar de cuidar dos nossos, mas deixar de cuidar apenas dos nossos!

2 – “fazer a diferença” significa transformar nosso jeito “eu” em um jeito “nós” e reconhecer que não estamos interconectados apenas pelas tecnologias atuais, que tanto facilitaram nossas vidas nos contextos de comunicação e difusão de informações e conhecimentos, mas que estamos – todos, sem exceção – interconectados pelo nosso sistema base de vida, pelos sistemas sociais, econômicos e também espirituais.

Cuidar do bem comum é cuidar dos interesses de “nós” e não apenas de “eu” e pode, sim, ser feito por indivíduos e por empresas. E o trabalho pode – e deve - começar no quintal de casa. É como já diz a famosa frase “Pense global e aja local”.

Se você também tem vontade de fazer a diferença, pense sobre isso. E se estiver em posição de influenciar o comportamento de sua empresa, mesmo que só em uma parte dela, também.

A questão que fica é: qual o primeiro passo que você(s) pode(m) dar para começar a realmente fazer a diferença?

Já sabe a resposta? Aja!

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Comportamento Detox

Um ano ausente do blog. Não foi intencional. Apenas aconteceu. Isso me faz quase acreditar que tirei um ano sabático, apesar de ter trabalhado em diversas frentes e também ter estudado durante todo o ano de 2013.

Sob o ponto de vista de aprendizado, transformação e evolução posso, com certeza, manter o termo sabático para o ano. Aliás, acredito que posso manter esse termo para os últimos 13 anos.

Completando agora um ciclo de dois setênios em sabático, a soma de todos esses aprendizados demanda ser apresentada. Colocada em prática. Esse será o meu comportamento detox para o ano. Esse é um dos principais propósitos selecionados para 2014.

E, como parte disso, será importante continuar trabalhando, cada vez mais, a gratidão, a oração/meditação e a doação/entrega.

Colocando em dia essas reflexões para o início do ano, encontrei esse vídeo que vale a pena ser visto/ouvido.

Vale até citar aquela famosa frase bíblica, usada por Jesus ao fim de muitas de suas parábolas: "quem tem ouvidos de ouvir, que ouça."

Feliz 2014!