quinta-feira, 30 de junho de 2011

Pessoas e empresas que (realmente) fazem a diferença


Na noite de ontem tive mais uma vez a felicidade de assistir ao trabalho de pessoas e de uma empresa que podem dizer que realmente fazem a diferença em todo o contexto em que se inserem.
Fui assistir ao espetáculo O Mambembe, da autoria de Arthur Azevedo, interpretado pela Trupe SER ou não SER, criada e mantida pelo Instituto SER, de Campinas.
Espetáculo é uma palavra muito apropriada para descrever o que pude ver, já que uma das acepções da palavra é “algo que atrai atenção pela beleza, maestria, grandiosidade, vibração”.
Tudo isso estava presente no palco, e muito mais: interpretação, música, dança, humor, artes visuais, tudo integrado e integrando artistas profissionais e amadores, colaboradores, familiares e portadores de necessidades especiais, alunos do Instituto SER. Um verdadeiro espetáculo, não apenas artístico, mas – principalmente - de inclusão!  
Mais uma vez a história se repetiu: teatro lotado (e se tivéssemos, nesta cidade, um teatro melhor e maior também estaria), plateia encantada, alternando-se entre risos e lágrimas da melhor e mais pura emoção.
Equipe do Instituto SER e toda a Trupe, vocês sabem que sou fã de carteirinha! E vou continuar sendo, porque a cada ano vocês demonstram que é possível melhorar, evoluir mais e mais. E a cada ano vocês provam que é possível “fazer a diferença”. Mais que isso, provam que é possível “fazer a diferença nas diferenças”.
Ficam aqui as minhas reverências!

segunda-feira, 27 de junho de 2011

10 anos da Playit Consultoria e Treinamento em Negócios!

Dez anos atrás eu estava iniciando uma grande transformação na minha vida profissional e, consequentemente, na pessoal também.
Nem eu mesma podia imaginar onde aquele processo de transformação me levaria e, confesso, ele me fez percorrer caminhos inesperados, me levou e me trouxe a locais e momentos não planejados (a despeito de todo o meu apego e experiência com planejamentos) e me ensinou, profissional e pessoalmente, muito mais do que as décadas anteriores de estudo e de experiência executiva.
Estou convicta de que esses são os maiores (e os reais) motivos para comemorar o fato de que a Playit completará – no dia 29/06/2011 – seus 10 anos de vida.
Essa pré-adolescente empresa inicia agora seu primeiro grande processo de transformação.
A Playit está em plena fase de revisão de sua razão de ser e de seu portfólio e muitas mudanças e novidades ocorrerão ao longo do seu 11º ano.
Novos colaboradores com diferentes perfis virão brevemente integrar aquilo que chamamos de nossa “equipe guarda-chuva”; novos serviços estão em desenvolvimento e novas formas de atuação serão apresentadas em breve a todos aqueles a quem somos especialmente gratos: nossos clientes e amigos, que conviveram conosco, nos apoiaram e nos permitiram viver esses dez anos de alegrias e de aprendizado.
É minha intenção pessoal que o ano 11 possa servir como marco não apenas de transformação, mas também de evolução empresarial.
Certamente só poderei conhecer se isso terá se tornado real daqui a mais alguns anos, mas é também minha esperança e desejo que você cliente/amigo(a)/leitor(a) possa acompanhar e verificar comigo que essa desejada evolução realmente ocorra.
E para que a Playit não comemore sozinha esse ponto da virada, estaremos também lançando diversos tipos de promoções ao longo dos próximos 12 meses, que esperamos possam ser úteis a nossos clientes.
A primeira delas começa a valer a partir de hoje e abrange todo o portfólio atual de serviços. Você pode conhecê-la aqui.
Pretendo, em breve, trazer outras novidades.
Comemore com a gente! E mais uma vez obrigada pela sua presença na história da Playit!

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Fernando, o inspirado inspirador!

Fiquei feliz logo cedo ao ver a homenagem do Google a Fernando Pessoa. Sem dúvida alguma, muito merecida.
Num país em que a educação tem perdido mais e mais a qualidade, fiquei a me perguntar, porém, que tipo de conexão podem os jovens de hoje fazer com Fernando Pessoa?
Se estamos a liberar (para escrever em português de Portugal) a decadência da língua até mesmo em livros escolares oficiais, em pouco tempo, talvez, já não tenhamos jovens aptos a ler – muito menos a compreender – a riqueza de Fernando e seus heterônimos.
Esse texto, porém, não se destina à crítica governamental, mas ao elogio a um gênio.
Fernando foi, é, e sempre será sempre para mim uma grande fonte de admiração e de inspiração.
Considero-o o mais transpessoal de todos os poetas da língua portuguesa. Sua compreensão da unidade, seu interesse pela metafísica e, paralelamente, seu afastamento da religiosidade são pontos que impressionam a quem adentra estudos atuais de psicologia.
Famoso e respeitado por seus versos, Fernando é autor também de vasta obra em prosa.
Para apresentar um minúsculo exemplo de suas características transpessoais e um pouco de sua prosa, transcrevo aqui um pequeno trecho do livro “O Eu Profundo”. Pressupõe-se que esse texto tenha sido escrito em 1916, o que me leva a crer que seja anterior à definição das quatro funções psíquicas (razão, emoção, intuição e sensação), realizada por Carl Jung.
“Sentir é criar.
Sentir é pensar sem ideias, e por isso sentir é compreender, visto que o universo não tem ideias.
- Mas o que é sentir?
Ter opiniões é não sentir.
Todas as opiniões são dos outros.
Pensar é querer transmitir aos outros aquilo que se julga que se sente.
Só o que se pensa é que se pode comunicar aos outros. O que se sente não se pode comunicar. Só se pode comunicar o valor do que se sente. Só se pode fazer sentir o que se sente. Não que o leitor sinta a pena comum [?]. Basta que sinta da mesma maneira.
O sentimento abre as portas da prisão com que o pensamento fecha a alma.
A lucidez só deve chegar ao limiar da alma. Nas próprias antecâmaras do sentimento é proibido ser explícito.
Sentir é compreender. Pensar é errar. Compreender o que outra pessoa pensa é discordar dela. Compreender o que outra pessoa sente é ser ela. Ser outra pessoa é de uma grande utilidade metafísica. Deus é toda a gente.
Ver, ouvir, cheirar, gostar, palpar – são os únicos mandamentos da lei de Deus. Os sentidos são divinos porque são a nossa relação com o Universo, e a nossa relação com o Universo Deus.
[...]
Agir é descrer. Pensar é errar. Só sentir é crença e verdade. Nada existe fora das nossas sensações. Por isso agir é trair o nosso pensamento.
Não há critério da verdade senão não concordar consigo próprio. O universo não concorda consigo próprio, porque passa. A vida não concorda consigo própria, porque morre. O paradoxo é a fórmula típica da Natureza. Por isso toda a verdade tem uma forma [?] paradoxal.
[...] Afirmar é enganar-se na porta.
Pensar é limitar. Raciocinar é excluir. Há muito que é bom pensar, porque há muito que é bom limitar e excluir.”

E nem preciso escrever mais nada...

terça-feira, 7 de junho de 2011

Startups: qual é a hora de começar a pensar sobre gestão de pessoas?

Duas matérias recentes me trouxeram a “questão título” à mente nos últimos dias: “Como saber se o trabalho na startup é uma roubada” e “Para contratar, startup oferece um ano de cerveja grátis” (grata @C2CBalloon pelo twitter indicando).

Sabemos que a maioria das startups começa de um sonho, que vai se transformando em planos, produtos/serviços, modelos de negócios, metas e, quando o sucesso realmente chega, dificilmente elas ainda estão na fase em que podem ser denominadas de startups.
Na maioria delas, no início, e para que possam concretizar sua existência, os fundadores fazem um pouco de tudo, tentando garantir que suas necessidades básicas  sejam atendidas (sim, as empresas também têm necessidades básicas).
Batalha-se pela sobrevivência (uma estabilidade financeira básica de início); pelos relacionamentos (internos e principalmente externos visando à conquista de clientes); pela autoestima (resultado de produtividade e eficiência demonstráveis).
De forma resumida, podemos dizer que fundadores de startups se ocupam com:
1-      Perseguir valor e lucro;
2-      Estabelecer relacionamentos que suportem a existência da empresa;
3-      Implantar processos e sistemas de alto desempenho, que garantam a qualidade dos produtos/serviços ofertados.
Até aí, em contexto muito resumido, nada de diferente do que toda empresa deve fazer em todos os dias de sua existência.
Acontece que startups geralmente nascem não apenas do sonho de empreender e de obter lucro. Geralmente nascem também do sonho que seus fundadores têm de “fazer a diferença” nesse mundo. E acontece que vivemos globalmente uma fase em que “fazer a diferença” associa-se a tendências e forças que visam à construção de um novo tipo de capitalismo.
Muita gente pelo mundo, entre os quais me incluo, tem denominado esse novo tipo de capitalismo de “capitalismo consciente” (ou consciencioso). Esse tema é amplo, porém, e será melhor abordá-lo em outro post.
Assim, para que seja possível crescer sem que o sonho inicial sofra grandes desvios ou seja concretizado de forma apenas parcial, os líderes/fundadores das startups precisam também se ocupar com pelo menos outros dois importantes pontos. Pontos esses que podem resultar na diferença entre um “Davi que vira Golias e mantém a inteligência de Davi”, ou só mais um “Davi que consegue virar Golias” (e que talvez um dia seja morto por outro Davi).
Esses pontos são:
A – Envolver os membros do grupo e dar a eles uma voz na tomada de decisão
B – Alinhar os membros do grupo em torno de uma missão, visão e valores compartilhados.
Pode parecer balela, mas não é!
Se as startups aprendem a construir seus modelos de negócios com base no que ensina Osterwalder, provavelmente entendem que há duas áreas no modelo 100% ligadas ao que estou falando aqui: key resources e key activities. Se a empresa não for capaz de conquistar e manter os talentos necessários (key resources sempre!) e assegurar que eles estejam alinhados e executem as key activities planejadas, então adeus autoestima, relacionamentos e sobrevivência.
Se de início esses três pilares dependem basicamente dos fundadores/líderes, na medida em que os negócios realmente acontecem, eles passam a depender mais e mais de colaboradores que estejam alinhados (por valores e por cultura) com a visão dos líderes.
Para que isso seja possível, não apenas o processo de conquista desses colaboradores - às vezes até mais difícil do que a conquista de clientes (vide as duas matérias citadas no início) - precisa ser planejado e executado, mas todos os processos de gestão de pessoas precisam ser bem compreendidos e implantados o mais cedo possível pelos próprios líderes/fundadores.
Em suma:
Startups, a hora de começar a pensar sobre gestão de pessoas, de criar um modelo de gestão atraente e de utilizá-lo como alicerce do seu diferencial competitivo é JÁ!

sábado, 4 de junho de 2011

Como nasce uma inspiração

Ontem estava zapeando e parei na TV Cultura para acompanhar pela segunda vez em poucos dias a presença do Zimbo Trio no programa Metrópolis, apresentado pelo Cadão Volpato.
Se você é jovem e/ou não conhece o Zimbo Trio, veja o vídeo do primeiro Metrópolis (20/05/2011) citado ou leia um pouco sobre eles, porque vale a pena. O link do programa de ontem não tenho como colocar aqui, pois ainda não foi disponibilizado, mas em algum post futuro eu colocarei.
Mas vamos à inspiração!
O tema da entrevista de ontem era o primeiro CD autoral do Zimbo Trio. O primeiro CD autoral de um grupo que contabiliza 50 discos, com o repertório de compositores como Tom Jobim, Vinicius de Moraes, Chico Buarque, Dorival Caymmi, Caetano Veloso, Gilberto Gil e muitos outros (se quiser saber mais sobre isso...).
Enquanto ouvia a excelente música escolhida por eles, veio-me um insight relacionado à  paciência, à humildade e à evolução.
Eu ouvia Amilton Godoy ao piano, interpretando uma música de sua autoria, e refletia sobre a beleza de se chegar aos 70 anos sendo conhecido por interpretar brilhantemente músicas de outros compositores e – só então – apresentar suas próprias músicas aos mesmos ouvidos fãs (ao menos os meus são). Achei impressionante!  Achei inspirador!
Achei também que eu não deveria esperar os 70 anos chegarem para, só então, ter a paciência e a persistência de apresentar e manter o meu próprio blog. Até porque, é bastante provável que blogs já não sejam escritos, muito menos lidos, quando eu chegar aos 70...
E cá estou eu.
Na esperança de ter conseguido inspiração suficiente para executar a escrita de tantas ideias que deixo passar pela mente sem registro, fui à procura de um nome para este blog.
E dessa vez tirei a inspiração de um comentário postado no Facebook sobre uma palavra usada por José Neumanne Pinto em um “Direto ao Assunto” na Pan: supimpa. Um amigo de Neummanne comentava no FB que adora essa palavra. Eu também.
Juntando tudo, pensei que “Supimpaehpouco” para expressar a ocorrência dessas relações construídas por meio das redes, sejam elas sociais ou neurais.
Cadão Volpato, Amilton Godoy, Neumanne e amigo do Neumanne: obrigada pela inspiração!
Prezado(a) internauta, visitante/leitor(a):
o “Supimpaehpouco” nasce aqui e agora. Espero que você goste e que volte sempre que quiser e puder.